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Laboratório de DNA do IPC da Paraíba se destaca por equipamentos de ponta e peritos de excelência


Segunda-feira, 26 de setembro de 2011 - 10h14

O Laboratório de DNA do Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba é referência no país. Foi o primeiro a ser implantado no Norte/Nordeste e, ao longo de sete anos de funcionamento, já realizou centenas de exames e, inclusive, já ajudou outros estados brasileiros em casos de grande repercussão.

O laboratório também colaborou na implantação de outros laboratórios, a exemplo do Hemocentro da Paraíba, que passou a realizar exames para confirmação de paternidade.

Atualmente, o laboratório de DNA do IPC conta com seis peritos especialistas. Além de contar com equipamentos modernos e tecnologia de ponta, o laboratório se destaca pela qualidade dos profissionais. Dos seis peritos, dois são mestres, um é mestrando, um tem pós-graduação e um está em fase de conclusão do doutorado.

Uma das peritas, a doutoranda Silvana Magna Cavalcanti, está aplicando uma tecnologia diferenciada m sua pesquisa, baseada em uma nova classe de marcadores genéticos. O objetivo é aplicar a técnica em amostras da região. “O pesquisador fez um estudo estatístico e comprovou que o uso dessa classe de marcadores genéticos pode garantir mais eficiência no resultado. Para o trabalho, ele usou um banco de dados mundial, de livre acesso. Eu vou utilizar a mesma técnica, na prática, com as amostras de nosso Estado”, explicou Silvana. A pesquisa realizada na Paraíba, segundo a perita, pode permitir a utilização de mais uma ferramenta nos exames feitos no laboratório.

Segundo o secretário de Segurança do Estado, Cláudio Lima, parcerias importantes com instituições internacionais, como no caso da Universidade de Granada, na cidade de Granada, na Espanha, que orienta Silvana, estão sendo expandidas. Essas parcerias vão auxiliar o trabalho desenvolvido pela polícia paraibana, principalmente, na repressão aos crimes contra a pessoa.

“A pesquisadora Silvana e todos os peritos do IPC têm desempenhado um excelente trabalho na área de genética forense e todos os projetos e parcerias realizados no sentido de melhorar o trabalho tem nosso apoio. Nosso objetivo é garantir, cada vez mais, a qualificação de nossos profissionais, oferecendo melhores serviços à população”, afirmou o secretário.

DNA forense – O trabalho desenvolvido pela equipe tem contribuído para a solução de diversos crimes com repercussão estadual e até nacional. Entre os mais recentes está o estupro das crianças de 9 e 11 anos, na Capital. Com a prisão do suspeito, foi possível confirmar o crime sexual por meio de exame de DNA.

Outro caso de repercussão foi a morte da estudante Aryane Thais, em abril de 2010. Um teste de gravidez com resultado positivo foi encontrado no bolso dela e se tornou peça chave nas investigações. Pelo exame de DNA, foi possível confirmar a paternidade do estudante de Direito Luiz Paes, único suspeito do crime.

O laudo apresentado pelo IPC foi fundamental na luta contra a impunidade nesses casos. “O processo só chegou onde chegou graças ao laudo do IPC. Os peritos trabalharam de forma competente e abriram esse caminho da investigação. Graças a Deus, minha filha foi encontrada com esse exame no bolso”, afirmou a mãe da estudante Hipermestre Carneiro.

Os peritos também conseguiram extrair DNA de suspeitos em situações ainda mais difíceis. “Certa vez, um delegado nos ligou perguntando se era possível fazer o exame de DNA com material colhido de uma roupa que já teria sido lavada. Fizemos um trabalho minucioso e felizmente conseguimos o resultado”, lembrou a perita Ana Karolina.

Outro trabalho de rotina no Laboratório é a identificação humana, principalmente, nas situações em que o corpo da pessoa desaparecida já apresenta elevado grau de decomposição.  “Chegam vários casos aqui, com famílias angustiadas, à procura de seus parentes. Quando nós conseguimos obter o resultado positivo, é muito satisfatório. Apesar da situação de dor, nós conseguimos ver as famílias mais conformadas”, destacou a perita.


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