Governo da Paraíba


Projeto de usina termo solar em Coremas é discutido com empresários


Quinta-feira, 06 de outubro de 2011 - 19h15

Em reunião realizada nesta quinta-feira (6), na sede da Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão (Seplag), empresários paulistas apresentaram a representantes do Governo do Estado o projeto de implantação da usina de energia temo solar Coremas I, no município de Coremas, localizado no Sertão paraibano, a 390 quilômetros da Capital. O investimento inicial é de R$ 300 milhões, com geração de 1,5 mil empregos diretos na região. O projeto, que consiste em um sistema de geração de energia via fonte solar e biomassa, garante à Paraíba a condição de primeira localidade da América Latina a possuir uma usina dessa natureza.

Para o titular da Seplag, Gustavo Nogueira, trata-se de um investimento de importância singular para a Paraíba, uma vez que está focado na exploração de uma fonte de energia renovável (energia solar), com um contorno de inclusão social e produtiva. “Portanto, terá do governo do Estado toda a atenção devida, seguindo a recomendação do governador Ricardo Coutinho”, disse o secretário.

O secretário do Turismo e do Desenvolvimento Econômico, Renato Feliciano, salientou que a palavra de ordem, a partir de agora, é o trabalho em conjunto. “Seguiremos uma linha só, para que o investimento se concretize no Estado da Paraíba, mais precisamente em Coremas”, completou.

A diretora-presidente da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), Margarete Bezerra Cavalcanti, reforçou as afirmações de Nogueira e Feliciano e ressaltou que, em seis meses, as definições do projeto serão concluídas. “O Governo tem interesse no projeto, portanto, estará no mesmo compasso dos empresários”, disse.

Desenvolvimento – Segundo o prefeito de Coremas, Edilson Pereira de Oliveira, o maior ganho para a cidade será o desenvolvimento econômico. “Os recursos provenientes do pagamento de impostos, pela usina, serão destinados, prioritariamente, para a melhoria de equipamentos nas áreas de educação e saúde”, disse.

De acordo com Edmon Farahat, sócio-diretor da empresa paulista Rio Alto Energia, responsável pelo projeto, inicialmente a usina terá capacidade para produzir 50 megawatts de energia, mas a intenção é expandir esse potencial para 150 megawatts, em um prazo de até oito anos. “O projeto vai mudar o cenário dessa região, no que se refere a desenvolvimento”, afirmou.

Ele disse ainda que a cidade de Coremas foi escolhida com base em estudo realizado sobre a incidência da radiação solar naquela região – o que é ideal para o rendimento de uma  usina de energia solar. Além disso, conforme explicou, em Coremas há facilidade de acesso à água e o município dispõe de uma subestação, que foi feita para uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), instalada no açude daquela cidade, e que está sendo subutilizada. “Essa subestação tem condições de receber toda a energia que será gerada”, completou.

Rafael Brandão, também sócio-diretor da Rio Alto Energia, disse que a licença de instalação já foi obtida e a construção da usina já foi iniciada, em uma área de 400 hectares. “Estamos aguardando as liberações financeiras. Só falta a venda de energia, por meio de um possível leilão organizado pelo Ministério das Minas e Energia”, informou. Ele disse que a energia será vendida para a Eletrobrás, havendo ainda possibilidade de venda para um grupo privado.

Brandão destacou também que, como complemento à energia solar, a empresa utilizará o bagaço do coco para produzir energia. “Faremos um estudo utilizando o resíduo de coco na região, em um raio de 80 quilômetros. Já iniciamos discussões com o BNDES para auxiliar na parte social, na geração de empregos diretos (além das 1.500 vagas iniciais), também na parte da estufa, que será construída após a conclusão da obra da usina”, informou o empresário.

Participaram da reunião os secretários Gustavo Nogueira (Seplag) e Renato Feliciano (Setde); a diretora-presidente da Cinep, Margarete Bezerra Cavalcanti; o diretor de Desenvolvimento Econômico da Cinep, Juliano Gorski; o prefeito do município de Coremas, Edilson Pereira de Oliveira, e o professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Pedro Sabino.


array(3) { [247]=> object(stdClass)#2147 (11) { ["term_id"]=> int(247) ["name"]=> string(7) "coremas" ["slug"]=> string(7) "coremas" ["term_group"]=> int(0) ["term_taxonomy_id"]=> int(249) ["taxonomy"]=> string(8) "post_tag" ["description"]=> string(0) "" ["parent"]=> int(0) ["count"]=> int(10) ["object_id"]=> int(28020) ["filter"]=> string(3) "raw" } [2874]=> object(stdClass)#2148 (11) { ["term_id"]=> int(2874) ["name"]=> string(19) "energia termo solar" ["slug"]=> string(19) "energia-termo-solar" ["term_group"]=> int(0) ["term_taxonomy_id"]=> int(2877) ["taxonomy"]=> string(8) "post_tag" ["description"]=> string(0) "" ["parent"]=> int(0) ["count"]=> int(1) ["object_id"]=> int(28020) ["filter"]=> string(3) "raw" } [2875]=> object(stdClass)#2151 (11) { ["term_id"]=> int(2875) ["name"]=> string(5) "usina" ["slug"]=> string(5) "usina" ["term_group"]=> int(0) ["term_taxonomy_id"]=> int(2878) ["taxonomy"]=> string(8) "post_tag" ["description"]=> string(0) "" ["parent"]=> int(0) ["count"]=> int(3) ["object_id"]=> int(28020) ["filter"]=> string(3) "raw" } }

Notícias Relacionadas

  • video

  • Dito e feito