A União lança livro ‘Jornal de Hontem – A União e as curvas do tempo’, de Fernando Moura
Quarta-feira, 01 de fevereiro de 2012 - 19h31
Fonte perene de interpretação e uso da notícia e da história em si, servindo ao leitor como uma ponte com a contemporaneidade. Na definição do próprio autor da obra, uma “máquina do tempo”. É o que se propõe o livro “Jornal de Hontem – A União e as curvas do tempo”, que o jornalista Fernando Moura lança nesta quinta-feira (2), a partir das 19h, em solenidade que acontece na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano, em João Pessoa. O evento faz parte das comemorações dos 119 anos de A União, órgão do Governo da Paraíba e o terceiro jornal mais antigo em circulação no Brasil.
O lançamento do livro de Fernando Moura – uma obra publicada por A União Editora, com 224 páginas e cerca de 50 fotos inéditas – é uma das atividades programadas, assim como a exposição “Jornal A União – 119 Anos de História”, que reúne seis registros de cada um dos fotógrafos (Marcos Russo, Ortilo Antônio e Evandro Pereira), além de seis ilustrações de Nivaldo Araújo e Tônio, e ainda capas antigas. O objetivo é homenagear os profissionais e mostrar o talento de quem atua no tradicional veículo de comunicação.
O título do livro de Fernando Moura, “Jornal de Hontem”, é homônimo ao da coluna que o jornalista publicou em A União no período de março de 2011 até 1º de janeiro deste ano, sempre aos domingos, ocupando página inteira. No total, foram escritas 44 colunas. O autor disse que a obra é dividida em quatro capítulos, contendo textos inéditos dos jornalistas Gonzaga Rodrigues, Martinho Moreira Franco, Beth Torres (editora-geral e diretora Técnica de A União) e do superintendente do jornal, Severino Ramalho Leite.
De acordo com o autor, o livro “é um mergulho nas páginas da história, dentro de uma cronologia social, e não temporal, sobre a sociedade”. Mas o autor, de propósito, faz o leitor embarcar nessa viagem pela “máquina do tempo” – conforme ele mesmo definiu o livro –, não de uma maneira “rigorosa”, mas “anárquica”.
Ao esclarecer a opção por essa metodologia, Fernando Moura disse que a pessoa, por exemplo, está lendo um fato que aconteceu nos anos 1930 e, na sequência, já começa a fazer a leitura de um evento ocorrido na década de 1970. “Essa mistura faz com que tanto os mais jovens como os idosos se sintam convidados a realizar um exercício de revisitar a história”, comentou o autor, para quem a intenção é evitar – a exemplo do que acontece, cotidianamente, com os jornais impressos – que as informações noticiosas sejam esquecidas logo no dia seguinte, quando o papel passa a ser utilizado para outras funções, como embrulhar algo. “A ideia é fundir jornalismo e história, facilitando a vida do leitor”, disse, salientando que “o importante é informar ao leitor o acontecido e formar uma ponte com a contemporaneidade”.
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