7 de fevereiro de 2012

Profissionais da Saúde farão testes rápidos de HIV, sífilis e hepatite B



Profissionais dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e Serviços de Atendimento Especializado (SAE) de oito municípios estão sendo treinados nestas terça e quarta-feira (07 e 08) para utilizar o novo teste rápido para diagnóstico em HIV e triagem em sífilis e hepatite B. Na quinta-feira (9), os técnicos aplicarão os testes nos detentos da Penitenciária Flósculo da Nóbrega, o Presídio do Róger, na em João Pessoa.

Secretaria de Estado da Saúde (SES) já tem equipes treinadas em 130 serviços de saúde de 50 municípios. Em março, mais 35 multiplicadores receberão treinamento para oferecer os testes em todos os municípios do Estado.

Esses treinamentos serão iniciados pelos municípios que compõem as Gerências Regionais de Saúde (GRSs) participantes da 1ª etapa do Projeto Cegonha, porque trabalham diretamente com grupos de risco como gestantes e recém-nascidos. As gerências que participam desse projeto são a 1ª, 3ª e 6ª GRS, com sedes nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Patos, respectivamente.

Já o treinamento desta semana está acontecendo no Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor) e envolve os profissionais de João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Piancó, Santa Rita, Princesa Isabel, Bayeux e Patos.

Os testes rápidos podem ser realizados no CTA, no SAE e também nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e ambulatórios especializados. A diferença entre o teste rápido em HIV para o teste rápido em sífilis ou hepatite B é que o primeiro oferece o diagnóstico sobre a doença, ou seja, confirma se a pessoa tem ou não HIV. Já o segundo apenas faz uma triagem, ou seja, detecta que foi verificado algum reagente, mas não confirma se é sífilis, hepatite B ou outra doença.

Se o teste rápido em sífilis e hepatite B der reagente, indicando que há possibilidade de haver uma das doenças, a pessoa é encaminhada para fazer uma sorologia confirmatória. “Esse teste é um método muito sensível e, por isso, detecta a reagência de mais vírus”, explicou a gerente operacional de DST/Aids da SES, Ivoneide Lucena.

A SES distribui, mensalmente, os testes rápidos entre as Gerências Regionais de Saúde mediante monitoramento e avaliação para repor e abastecer os serviços. Ivoneide explicou que a vantagem dos testes rápidos é que sua execução não depende de equipamentos sofisticados.

Testes rápidos – Os novos testes rápidos foram produzidos com a plataforma DPP (Dual Parth Plataform) e os kits já começaram a ser entregues pelo Ministério da Saúde. O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) é o responsável pela Plataforma DPP. O exame comprova o diagnóstico do HIV em cerca de 20 minutos.

Nos testes convencionais, a entrega dos resultados pode demorar até um mês. Os kits têm margem mínima de erro e garantem benefícios como a agilidade no diagnóstico e o desempenho em termos de sensibilidade e especificidade.