CPMI da Violência contra Mulher elogia ação do Governo no caso de Queimadas
Quinta-feira, 13 de setembro de 2012 - 18h37
Integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher elogiaram, nesta quinta-feira (13), a atuação do Governo do Estado, por meio das Polícias Militar e Civil e demais órgãos, no caso do estupro coletivo ocorrido em fevereiro deste ano, vitimando cinco mulheres e resultando na morte de duas delas, no município de Queimadas. Nesta sexta-feira (14), a comissão participa de audiência com o governador Ricardo Coutinho, em João Pessoa.
“É digno de registro o trabalho das Polícias Militar e Civil da Paraíba em prender e indiciar os acusados de praticar a barbárie contra as mulheres aqui em Queimadas”, ressaltou a senadora Ana Rita (PT-ES), relatora da CPMI, durante audiência à tarde, no auditório do Tribunal do Júri, no Fórum de Queimadas. Ela também destacou o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário.
Por sua vez, o deputado federal Florisvaldo Fier (PT-PR), mais conhecido por Dr. Rosinha, afirmou que a prisão e condenação dos acusados vão servir de exemplo para o todo o país. A deputada federal Nilda Gondim (PMDB-PB) também participou da reunião.
No período da tarde, foram ouvidos os representantes do Poder Judiciário, Ministério Público e Delegacia da Mulher. Pela manhã, foram ouvidos familiares das vítimas, dentre eles Isânia Monteiro, a irmã da professora Isabela Pajuçara Monteiro. Ela lembrou ressaltou a presença da CMPI em Queimadas e agradeceu à assistência e o apoio do Governo do Estado às famílias das vítimas.
A gerente operacional de Enfrentamento a Violência contra a Mulher da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana (Semdh), Cândida Moreira, também acompanhou os trabalhos da CPMI em Queimadas, e lembrou que o Governo do Estado vem dando o apoio às famílias com psicólogos, assistentes sociais e advogados desde fevereiro.
O caso – No dia 12 de fevereiro, a professora Isabela Pajuçara Monteiro, 28 anos, e a secretária Michelle Domingos, 29, foram assassinadas a tiros depois de estupradas. Participaram das prisões policiais do Bope, do 2º e 10º Batalhões de Polícia Militar e da Polícia Civil. Sete acusados estão presos aguardando decisão judicial e três adolescentes já foram sentenciados com três anos de internação. O caso ganhou repercussão internacional.
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